A partir de agora, quando um médico disser que a #fibromialgia não existe, o doente pode fazer participação à DGS, porque “é o incumprimento de algo que é obrigatório”, afirma a presidente da Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgi

Fibromialgia reconhecida oficialmente como doença pela DGS
Doença atinge cerca de 2% da população adulta portuguesa. As mulheres são cinco a nove vezes mais afectadas do que os homens.

Foto: DR
A Direcção-Geral da Saúde (DGS) publicou a norma para a fibromialgia que passa a reconhecer oficialmente a doença.

A fibromialgia, que se caracteriza principalmente pela dor muscular crónica e pela fadiga, atinge mais de 300 mil pessoas, disse à agência Lusa a presidente da Associação Portuguesa de Doentes com Fibromialgia.

“Isto é muito importante, é um passo de gigante para mais de 300 mil doentes”, porque significa que “finalmente a fibromialgia está oficialmente reconhecida como uma patologia”, disse Fernanda Margarida Neves de Sá.

Na norma, publicada na terça-feira, estão inseridos “todos os pontos de diagnóstico, a forma como os doentes devem ser diagnosticados, acompanhados, e as bases científicas que levaram a DGS a elaborar esta norma”, com obrigatoriedade de cumprimento, explicou a responsável.

Agora, a norma vai ser enviada para “todos os centros de saúde, para todos os centros hospitalares” e todos os profissionais de saúde vão ter que a seguir.

A partir de agora, quando um médico disser que a fibromialgia não existe, o doente pode fazer participação à DGS, porque “é o incumprimento de algo que é obrigatório”, disse a presidente da associação.

Por outro lado, adiantou, o Ministério da Saúde estava a aguardar por esta norma para prosseguir o processo de “aceitação da resolução aprovada pela Assembleia da República”, e publicada em Diário da República em Julho de 2015, que recomenda ao Governo a implementação de medidas pelo reconhecimento e protecção das pessoas com fibromialgia.

As estimativas apontam para que a fibromialgia possa atingir cerca de 2% da população adulta portuguesa. As mulheres são cinco a nove vezes mais afectadas do que os homens por esta doença que se inicia, em regra, entre os 20 e os 50 anos.

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